Encravada
entre o mar e a montanha, Paraty oferece aos seus visitantes
uma grande diversidade de paisagens. Rios encachoeirados descem
a verdejante Serra da Bocaina, fazendo girar as rodas d'água
dos alambiques, para depois seguir seu caminho até
o mar. Atravessam a floresta atlântica que toma conta
das encostas. Formações rochosas criam piscinas
naturais, de água doce ou salgada. À beira-mar,
o relevo acidentado dá forma às 300 praias e
65 ilhas da baía. São enseadas de águas
tranqüilas ou costões castigados pela violência
do mar.
Em função desta natureza generosa, o território
da cidade abriga cinco áreas de proteção
ambiental, algumas se sobrepondo às outras. A mais
importante é o Parque Nacional da Serra da Bocaina,
cuja entrada principal fica no Estado de São Paulo
(veja nos arredores de Bananal). Além dele, há
o Parque Estadual de Paraty-Mirim, a Área de Proteção
Ambiental do Cairuçu, a Reserva Ecológica de
Juatinga e a Área de Proteção Ambiental
da Baía de Paraty.
As
linhas recortadas do litoral de Paraty desenham praias
de formas e tamanhos variados, banhadas por águas
que refletem a cor da Mata Atlântica. Vem daí
o nome Costa Verde, como é chamada a região
litorânea do sul do Estado do Rio de Janeiro.
Na cidade ficam as praias do Pontal e Jabaquara. Seguindo
a rodovia Rio-Santos, outras praias e prainhas guardam
surpresas.
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Segundo
a lenda, nos tempos da colônia Trindade
era um refúgio de piratas e corsários
que esperavam ali o momento certo para pilhar
embarcações carregadas de ouro.
Os piratas sabiam das coisas: o lugar é
um dos mais bonitos do litoral de Paraty. Hoje,
a pequena vila abriga alternativos de todos os
quadrantes. Neste ponto, o Parque Nacional da
Serra da Bocaina estende seus limites até
o mar e incorpora uma parte do território
da vila, incluindo a imperdível Piscina
do Cachadaço. A área também
é protegida pelo Parque Estadual de Paraty-Mirim
e pela APA do Cairuçu. (ver
no mapa) |
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A
serra parece invadir o mar na baía de Paraty. O
resultado desta invasão são ilhas e ilhotas, recobertas
com uma densa mata ou formadas por rochas nuas.
As altas montanhas também deixam isoladas inúmeras
praias praticamente selvagens. Por isso é preciso
se aventurar e navegar essas águas. |
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A
vila de Paraty-Mirim, era uma alternativa ao Porto
de Paraty para o escoamento do ouro e outras transações
comerciais. Durante o ciclo do café, era também
ponto de desembarque de escravos, muitas vezes ilegal,
para as lavouras paulistas. Ali havia ainda muitos
engenhos e fazendas de cana de açúcar. A partir
do século XIX, o lugarejo entrou em decadência.
Deste passado, restam a Igreja de Nossa Senhora
da Conceição e as ruínas de outras edificações que
faziam parte da casa e do engenho da Fazenda Paraty-Mirim.
Situada num lugar de grande beleza natural, onde
a Mata Atlântica circunda as praias, toda a área
da vila é protegida pelo Parque Estadual de Paraty-Mirim,
pela APA do Cairuçu e pela Reserva Ecológica de
Juatinga. (ver
no mapa)
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